Oficinas

Teatro Jornal

 Dinamizadoras: Inês Barbosa e Alexandra Rodrigues

 19 de março das 11h00 às 13h e 20 de março, das 10h30 às 13h

O teatro-jornal é uma técnica de Teatro do Oprimido que procura, através de jogos, exercícios e do diálogo crítico e coletivo, desmistificar a pretensa neutralidade dos meios de comunicação, teatralizando as “entrelinhas”. Neste workshop serão mobilizados e explorados artigos de jornais, revistas, publicidade, etc, como modo de evidenciar estratégias de manipulação, censura e reprodução de discursos dominantes.

Alexandra Rodrigues é socióloga e pós-graduada em Sociologia da Educação e Políticas Educativas. Inês Barbosa terminou recentemente o doutoramento em Ciências da Educação e é professora numa escola de “educação pela arte”.

As duas pertencem à associação Krizo, no âmbito do qual têm desenvolvido inúmeras atividades: performances, ações de rua, debates, workshops, apresentações de teatro-fórum, imagem e teatro-jornal, entre outras atividades que procuram cruzar a educação, a arte e cidadania.

 

O corpo estético

Dinamizadora: Joana Cruz

19 de Março das 10h30 às 13h

O que pode ser um objeto artístico e como começar o trabalho sobre a opressão a partir do próprio corpo: como caminha, como olha, como sente, como está. Olhar para dentro com o Outro. Através do movimento e do som, como se expressa o não dito? Como se expressa o que devia ter sido dito? Como se expressa o que se quer dizer?

A partir de jogos simples de Boal, tentar perceber a relação do corpo com a opressão. E redefinir o Belo. O que se apresenta enquanto belo, enquanto produto de consumo estético.

Joana Cruz é psicóloga e investigadora bolseira na área das Ciências da Educação na FPCEUP. Tem trabalhado com diferentes grupos: desempregados, mulheres, ativistas, sem-abrigo, estudantes, através do TO e outras formas artísticas.

 

Teatro Dialético

Dinamizadora: Amarílis Felizes

19 de março das 14h30 às 18h e 20 de março das 10h30 às 13h

O objetivo da oficina é descobrir em conjunto os modos de fazer um teatro que não “diga” mas que “dialogue”. Partindo da influência de Bertold Brecht no desenvolvimento do Teatro do Oprimido, nesta oficina intercalam-se conversas e diversos exercícios práticos sobre dramaturgia e ação dialética. Vamos pensar na forma do corpo e no movimento como expressões politicas exercitando formas de estar em palco como ativista e como personagem, ambos contraditórios.

Amarílis Felizes faz parte da associação Tartaruga Falante e da organização do encontro ó’prima! De 2009 a 2012 fez parte do projeto de teatro legislativo Estudantes por Empréstimo e entre 2007 a 2013 dirigiu e encenou grupos de teatro juvenil no âmbito do festival PANOS promovido pela Culturgest.

 

NOSOTRAS

19 de março das 14h30 às 18h

Oficina não mista

Dinamizadora: Bárbara Esmenia

Um corpo que cai. Nada acontece. Corpo dois. Não sabemos. Corpo três. Parece que ouvimos algo. Corpo quatro. Contar os corpos. Corpo cinco. Desassossego. Corpo seis. Sim, sabemos. Corpo sete. Ouvimos com o coração batendo de horror. Corpo oito. Nossas bocas estão trêmulas³. Corpo nove. Não dá mais pra segurar. Corpo dez. Somos elas.

Recomeçar. Contar os corpos, não sorrir. Somar. Olhar. Reerguer as quedas. Cuidar. Juntar. Nós, as outras. Nós, outras.  Nós-otras. Nó-sou/outras. Nosotras.

Ação teatral nascido em setembro de 2015, no encerramento do primeiro festival internacional Ma(g)dalena em Puerto Madryn, Argentina, com a participação de grupos que trabalham com o teatro da oprimida de todos os continentes.

 

Autodefesa Transfeminista

20 de março das 14h30 às 17h30

Oficina não mista

Dinamizadoras: Coletiva de Autodefesa Transfeminista

A Autodefesa feminista nos situa como sujeitas que se identificam como mulheres, trans*, queer, de qualquer idade e orientação sexual, individualmente e colectivamente, no centro da nossa própria defesa. Esta atitude pressupõe quebrar com o que necessita o sistema patriarcal-capitalista para o seu funcionamento: medo e submissão. Desejamos multiplicar as redes de resposta solidária e colectiva para trabalharmos no combate e erradicação das múltiplas violências que vivemos como mulheres, trans*, queer, lésbicas nas nossas sociedades.

Juntas queremos:- Reforçar a confiança, explorar as nossas capacidades e limites emocionais e físicos, para nos podermos sentir seguras e desenvolver as nossas próprias respostas. Imaginar e ensaiar respostas colectivas e solidárias frente a todo tipo de agressão machista, através de técnicas teatrais, treino físico, jogos cooperativos…

A colectiva de Autodefesa Transfeminista de Lisboa começou a estar ativa em Lisboa no 5 de março de 2015, e desde então temos funcionado através de uma oficina permanente.

 

Dramaturgia do Teatro Fórum

Dinamizadores: Amarílis Felizes e Ulício Cardoso

21 de março das 10h30 às 13h e das 14h30 às 18h

Os mecanismos do teatro-fórum são explorados através de exercícios de desmecanização do corpo e de propostas de exploração de situações de opressão e desigualdade de poder do coletivo.

 

Oprimidos, Opressores e Contradição

Dinamizador: José Soeiro

22 de março das 10h30 às 13h e das 14h30 às 18h